segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Versos Ébrios


Meu caro amor e amigo
Nesses tais ébrios soluços se encerra
O último trago a que a ti dedico
E já tão fora de meus sentidos,
Declamo versos de amor e guerra

Enquanto me esquivo, tropego
Pelas esquinas de uma cidade abandonada
O ar pulsando e sufocando em sustenido
Ressoando as tristes notas de um amante afônico
Que só tem a si e à madrugada...


Vitor Gois

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